Framework de spec-driven development com IA
Com mais de 118 mil estrelas no GitHub, 10.500 forks e integração com mais de 30 agentes de código diferentes - incluindo GitHub Copilot, Claude Code, Gemini e Codex CLI —, o Spec Kit deixou de ser um experimento e virou referência de como estruturar spec-driven development na prática. O framework abaixo usa os próprios comandos do Spec Kit como esqueleto.
Os comandos centrais como fases do framework
O Spec Kit organiza o processo em seis comandos principais: /speckit.constitution estabelece princípios e diretrizes do projeto antes de qualquer especificação de feature; /speckit.specify define requisitos e histórias de usuário; /speckit.plan cria a estratégia técnica de implementação; /speckit.tasks gera a divisão em tarefas executáveis; /speckit.implement executa a implementação conforme o plano; e /speckit.converge avalia o código já existente contra as especificações - útil tanto para checar deriva quanto para retrofitting de specs em código legado.
Comandos opcionais que resolvem ambiguidade
Três comandos adicionais cobrem os casos em que a especificação inicial não é suficiente: /speckit.clarify resolve requisitos ambíguos antes de avançar; /speckit.analyze faz checagem de consistência entre os artefatos gerados (spec, plano, tarefas); /speckit.checklist permite validações de qualidade customizadas por projeto.
A estrutura de artefatos que sobrevive ao código
Depois de inicializado, um projeto gera uma pasta specs/[feature-name]/ com spec.md, plan.md, tasks.md, data-model.md e contratos de API - artefatos versionados junto com o código, não documentação externa que desatualiza. Uma pasta .specify/ guarda a constituição do projeto, templates e camadas de customização (extensões, presets, bundles por papel).
Intent-driven, não single-prompt
A proposta central do Spec Kit é "intent-driven development" através de refinamento em múltiplas etapas, em vez de geração de código num único prompt. Essa é a mesma distinção que separa spec-driven development de vibe coding: descrever intenção e deixar que ela seja refinada em specs, planos e tarefas revisáveis, em vez de pedir um resultado final direto e aceitar o que vier.
O framework de dez etapas
- Requisito - a necessidade de negócio, antes de qualquer spec
- Spec - jornada do usuário e critério de sucesso (
/speckit.specify) - Critérios de aceite - parte da spec, não um documento à parte
- Plano técnico - stack, arquitetura, restrições (
/speckit.plan) - Testes esperados - definidos antes da implementação, não depois
- Execução pelo agente - dividida em tarefas revisáveis (
/speckit.tasks,/speckit.implement) - Validação - checagem de consistência entre spec, plano e código (
/speckit.analyze) - Review humano - sobre unidades pequenas, não um PR monolítico
- Correção - ciclo de ajuste via
/speckit.clarifyquando a spec era ambígua - Documentação - os próprios artefatos de spec, versionados junto do código
Fontes
- GitHub - Spec-driven development with AI: Get started with a new open-source toolkit - https://github.blog/ai-and-ml/generative-ai/spec-driven-development-with-ai-get-started-with-a-new-open-source-toolkit/
- GitHub Spec Kit - https://github.com/github/spec-kit